não sei o que vai dentro da tua cabeça quando ouves o meu nome, não sei se te nascem borboletas na barriga, ou se coras fazendo-te ficar com a cara mais fofa do mundo, não sei se gostas ou até se finges não ouvir porque não te interessa, não sei o que sentes mas também prefiro não saber. Se o que sentires é desprezo não quero que partas, mais uma vez, o meu coração em bocadinhos que posso nunca mais conseguir colar, ou que mates as borboletas na barriga como já fizeste muitas vezes.
Vais e vens, entras e sais da minha vida quando e como queres e bem te apetece e isso eu não te admito mais, não admito mais que andes a brincar com os meus sentimentos e o meu coração, não sou alguém que, agora, se deixe tratar como um boneco e não vais ser tu que vais mudar isso. Posso ter gostado muito de ti, porque gostei, mas não nutro mais esse sentimento por ti, agora a única coisa que sinto - mesmo sabendo que acima de tudo aprendi muito - é arrependimento, arrependo-me de te ter deixado entrar na minha vida e tomar conta dela e, sem eu dar por isso, viraste-a do avesso e deixaste-me a tentar reparar os estragos que fizeste e que jurei a mim mesma que nunca mais ninguém ia fazer o mesmo.
Gostei tanto de ti que até dói, mas depois deste tempo todo não dói mais nada.
Tenho tanto para te agradecer, fizeste-me aprender tanto em relação ao amor, fizeste-me aprender a nunca mais cometer os erros que cometi e fizeste-me, acima de tudo, abrir os olhos.
Agora que finalmente os abri, apaguei-te de vez de mim.